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Depoimento Flávia Ranieri

Flávia Ranieri

O Manual de Arquitetura e Urbanismo em várias vertentes na nossa área. Nos trabalhos internos do escritório ajudam a esclarecer para a equipe exatamente qual o escopo de cada etapa e qual parte dela foi contratada, minimizando, desta forma, a perda de tempo por desenvolvimento de informações em excesso. Também facilita a divisão interna das tarefas, uma vez que se tem uma lista clara e completa do produto a ser entregue.

 

Para o cliente, ficam estabelecidasde forma clara quais são suas reais necessidades e o que ele gostaria e precisa contratar. Ele fica sabendo que a abrangência de certa etapa é ampla, mas pode optar por contratar apenas uma parte dos serviços. Caso tenha interesse em contratar um complemento, fica clara a justificativa para aditivos. Tenho apresentado a lista de escopo dos Manuais antes de desenvolver a proposta, ação que leva o cliente a valorizar mais o trabalho do arquiteto e a entender que o nosso trabalho é muito mais amplo e técnico do que simplesmente desenvolver plantas. Além disso, não há como o cliente pedir trabalhos fora do escopo sem a cobrança por tal atividade já que foi ele quem o definiu.

 

Uma vez que os escritórios de arquitetura comecem a adotar os manuais como referência para contratação, ficará mais fácil a equalização de propostas e valores.Muitas vezes os valores em uma concorrência são discrepantes justamente por falta de entendimento de escopo. Enquanto um escritório considera um produto mais completo, outro propõe algo mais enxuto.

 

A maior contribuição é justamente o esclarecimento de forma objetiva do que será contratado e entregue e das opções extras que o cliente tem de contratar através de aditivos.Fica claro também quais documentos e quais atividades são necessárias para desenvolvimento da etapa seguinte.

 

A partir dos Manuais de Escopo desenvolvi três níveis de projetos a serem contratados. O cliente pode optar pelo nível 1(mais simples),2(intermediário) ou 3(mais completo em nível de detalhamento). No carimbo do projeto vai a opção escolhida em destaque.

 

Quando o cliente contrata o projeto nível 1, receberá apenas as informações básicas. Ao ser analisado por terceiros, estes saberão que o nível de detalhamento foi feito em função da contratação e não por falta de competência técnica do escritório. Se a construtora quiser uma complementação de informações ou detalhamentos, a mesma sabe que pode contratar o nível 2 ou mesmo o 3. Isso faz com que o valor cobrado seja mais justo e coerente com o produto entregue. O escritório, por sua vez, se resguarda de responsabilidade em função da contratação feita.”

 

Flávia Ranieri, arquitetapela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-graduada na USP em Conforto Ambiental e Conservação de Energia, é diretora do Studio de Arquitetura, focado em Arquitetura de Grande Porte, e associada da AGESC.

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