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SindusCon-SP revisa expectativa e espera queda de 3,5% no PIB da Construção em 2017

Nova projeção aponta declínio acumulado de 16% em 4 anos e continuidade na redução do estoque de trabalhadores até o fim do ano

 

24/08/2017

 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) reduziu sua previsão de desempenho do PIB da construção para 2017, de um crescimento de 0,5% para uma queda de 3,5%. Caso a queda se confirme, em 2017 o PIB da construção deverá cair pelo quarto ano consecutivo, acumulando uma queda superior a 16% desde 2014.


Para o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a indústria da construção voltou a viver o cenário da última recessão prolongada, de 2001 a 2003, quando o PIB do setor caiu mais de 11%.


“Estamos retrocedendo e a caminho acelerado na direção de uma indústria precária, com uma produção baixa e investimentos em tecnologia restritos a um pequeno grupo de empresas. A recuperação do crescimento da economia brasileira está cada vez mais distante, e assim permanecerá, salvo se forem adotadas mudanças profundas no funcionamento do país, que propiciem a reativação dos investimentos e maior grau de complexidade à produção de bens e serviços, gerando mais empregos qualificados, mobilidade social e maior igualdade de renda”, afirmou Zaidan.


O estoque de trabalhadores da construção brasileira, atualmente em 2,45 milhões de trabalhadores formais segundo dados de julho, deverá seguir declinando até atingir cerca de 2,26 milhões em dezembro – queda acumulada de 11,1% em 2017.


Já o Indicador de Atividade das Empresas de Construção Civil (Inacc) do SindusCon-SP apresentou queda acumulada de 10,28% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

O que tem impedido uma queda ainda maior no setor é o Programa Minha Casa, Minha Vida, mesmo que seu nível de contratações esteja mais baixo, na comparação com anos anteriores. No primeiro semestre de 2017, foram contratadas 150 mil unidades, sendo apenas 4,3 mil na faixa 1 do programa (para famílias com renda de até R$ 1.800 e que dependem do subsídio público), 120,7 mil na faixa 2 e 25 mil na faixa 3.


Os números mostram que a atividade do setor retrocedeu ao patamar registrado em 2008. Pelas projeções da Fundação Getulio Vargas, parceria do SindusCon-SP nos dados, para que o setor volte ao nível de atividade de 2013 (último ano antes da atual crise), será necessário que haja crescimento de pelo menos 3,5% por ano durante os próximos cinco anos.


Sobre o SindusCon-SP

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 500 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.

 

 

 

 

 

Fonte: SindusCon-SP

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