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Câmeras termográficas complementam testes de estanqueidade

10/01/2019

 

Depois de realizada a impermeabilização em superfícies, é necessário fazer um teste de estanqueidade para avaliar se a área está realmente protegida e se o sistema utilizado será eficiente de fato. Sobretudo em lajes e coberturas, onde as mantas asfálticas são amplamente utilizadas, o teste consiste em deixar uma lâmina d'agua de pelo menos 10 cm sobre a área impermeabilizada por cerca de 72 horas. Após esse período e o escoamento da água, a utilização da termografia colabora para a identificação de possíveis pontos de infiltração e falhas em emendas das mantas.

 

Durante o 15º Simpósio Brasileiro de Impermeabilização, realizado pelo IBI Brasil, a engenheira Irene Joffily apresentou o estudo de caso "A utilização da termografia para completar o ensaio de estanqueidade em locais impermeabilizados", elaborado pelo universitário Maurício Machado. Por meio de quatro testes em locais diferentes, o aluno pôde avaliar a importância deste recurso para a prevenção de problemas.

 

Todos os locais possuíam projetos de impermeabilização com mantas asfálticas. Em um estudo de caso em áreas pequenas, o material utilizado foi um termômetro infravermelho para medir a temperatura na superfície da impermeabilização; e uma câmera termográfica acoplada em um aparelho celular. Depois da água escoada e do local estar seco (manualmente ou com o tempo), foram obtidas imagens termográficas com a câmera e feita a medição da temperatura das mantas asfálticas com o termômetro infravermelho. Tal procedimento foi realizado cinco vezes ao longo das 24 horas após a retirada da água.

 

Através das imagens, foi possível identificar os possíveis pontos de infiltração, e, assim, fazer o devido reparo antes da proteção mecânica das áreas. Trata-se de um método não destrutivo e de fácil execução, que oferece resultados eficientes e de forma imediata. Os pontos que permaneceram úmidos por mais tempo, apontando erros em potencial, foram os rodapés, que apresentavam falhas nas emendas das mantas asfálticas.

 

O estudo de caso também concluiu que o momento em que a água é retirada do teste de estanqueidade influencia nos resultados obtidos pelas imagens termográficas, uma vez que foram feitos testes em horários diferentes. A temperatura das mantas era bem próxima à do ambiente em boa parte do dia. Porém, na parte da tarde, quando houve maior incidência solar, as mantas tiveram suas temperaturas elevadas. Simultaneamente, foi o período em que a maioria dos pontos foi mapeada. Sendo assim, sugere-se a retirada da água pela manhã e o ensaio com a câmera termográfica no início da tarde. Porém, é importante lembrar que isso depende diretamente do tempo, clima e se a área recebe luz solar direta.

 

Fonte: IBI

 

 

 

 

                                                                                                                                                                             

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